segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Viajante e o Jequitibá





Lá vem o viajante com seus passos incertos em busca do caminho certo. Apesar do prolongado período de chuvas, naquela manhã, o sol havia aparecido no céu mais quente que nos últimos dias de caminhada. Nesse ínterim, a sede e o cansaço já se faziam companheiros de jornada em busca do “nada”.
O caminho do viajante é quase sempre o mesmo, busca-se o todo, e quando o encontra, percebe que seria no início e não onde foi encontrado. Pois parte dele foi deixado pra traz ao longo do percurso, portanto, o nada é o todo que está faltando em suas partes.
O universo é incerto, os caminhos do viajante fazem parte desse universo, e se não fora, as calmas tardes de descanso a beira da estrada, as energias desfaleciam, e assim, seria impossível as caminhadas rumo a um futuro incerto. Aristóteles disse que o que o homem busca é apenas felicidade, porém, o que poderia satisfazer a necessidade humana de ser feliz? A caminhada, a ansiedade, o trabalho... a busca por si não conseguem propor o que procuramos, apenas nos mantém ocupados durante a jornada. E quando achamos que somos fortes, tudo foi em vão; tudo perece. A caminhada chegou ao fim. Mas do outro lado da vida: Lá vem o viajante a procura de tudo, eternamente descansando à sombra do jequitibá a beira da estrada.

Tapete Vermelho





Seu desejo de conseguir algo deve ser mais forte do que os obstáculos das coisas difíceis que toda conquista exige. Por isso é tão importante saber que objetivo você quer atingir, e o porquê dele.
Os problemas do dia a dia podem parecer insuportáveis quando analisados de um modo restrito. Mas quando seu sonho é grande o suficiente, quando seus desejos estão claros e são importantes, os problemas se transformam em dificuldades temporárias.
Passar por cima de qualquer obstáculo não é tarefa sensata quando se quer crescimento. Eliminar as pessoas do meio social e privá-las do seu convívio não gera crescimento. Pelo contrário todos que desprezam a quem lhes rodeia, acaba por ficar ilhado por suas próprias convicções.
Contorne os obstáculos, não os destrua, amanhã todos os que te roubam à capa terão de tecer mantos de ceda para o seu tapete vermelho.
Quem busca potencializar os próprios “desejos” e livre para sonhar, criar e viabilizar riquezas que só os maiores reis puderam acumular.


O poder das decisões

Decisão [Do lat. decisione.] Substantivo femininoAto ou efeito de decidir-se; resolução, determinação, deliberação. Sentença, julgamento; Desembaraço, disposição; coragem; Capacidade de decidir; de tomar decisões.
As decisões nos rodeiam e garante o perfil da nossa personalidade. Decidir é a única coisa que fazemos que consegue afetar diretamente nosso eu. Muitas decisões são tomadas durante o dia: que roupa vamos vestir em casa e se decidirmos sair qual iremos usar lá fora? Que queremos comer hoje? Onde devemos está agora?
O seu sucesso reside no tempo e na forma de suas decisões. Quem decide tudo em pouco tempo tende a arrepender-se da maioria dos seus atos. Por outro lado quem tarda em decidir perde a vez. Mas quem sabe decidir da maneira correta, decide e corre em procura da vitória. A ação correta na hora certa. Ação: processo que decorre da natureza ou da vontade de um ser, o agente, e de que resulta criação ou modificação da realidade.
Será para cada decisão tomada há uma ação inerente? Nem sempre. Há quem, às vezes, pensa diferente e fica apenas no mundo das idéias. Muitos confundem a decisão com a ação. Por exemplo: conta um velho andarilho que havia cinco sapos num troco e três resolveram pular. Quantos ficaram? Cinco, pois os três só resolveram, mas não pularam. Do mesmo modo são as pessoas que decidem, mas não agem.
O poder das coisas quando elas têm que ser reside em agir para viabilizar no mundo da prática todos os projetos de vida que decidimos realizar.
Lembre-se que um ser incapaz de realizar uma coisa, permanece igual a quem não quer fazer, pois nem um; nem o outro faz.


O pescador de medo


Ele tinha 18 de idade e nunca tinha se afastado da família, motivo? Tinha um grave problema: epilepsia. E das mais graves possíveis. O pior era o medo que dava quando de súbito caia e só acordava no hospital ou no quarto de casa rodeado por todos os seus parentes e de vez em quando até amigos.
Você já teve medo de desmaiar e acordar enterrado? Pois é, era o que mais ele temia, por isso que nunca se ausentou da presença de alguém da família.
Mas algumas pessoas da rua resolveram ir a uma pescaria. E ele foi convidado, nesse dia estava ele apenas com sua mãe. Porém ela disse que não custaria nada se ele fosse a essa pescaria. A final o povo da rua quase que em peso estaria lá. Mas se arrependimento matasse ele morreria de novo.
Quem disse que os outros pescadores sabiam do seu problema! Era quase madrugada. Acordou atônito e ao tocar a madeira acima de seu corpo e ao seu lado, aquele cheiro de terra molhada. Só podia ser uma coisa: enterraram-me vivo! E agora o que eu faço, quem vai avisar a minha família? Será que aguento até vir o socorro. Vou gritar! Vou gritar! Ahaaaaaaaaaaaa, socorro! Ahaaaaaaaa. Socorro!
Cale a boca!
- É isso mesmo cale a boca e vê se deixa agente dormir em paz.
O barco estava cheio de peixes na margem do rio e os pescadores estavam apenas tirando uma soneca nos beliches dentro do barco, enquanto o dia amanhecia.